domingo, 22 de março de 2026

Vento moreno (de outono)

 


 



Venta o vento moreno de outono
Venta e venta...
Cai a pálida folha, vencida no tempo
E venta o vento.

Brilha o brilho do sol brilhante
É maio, maio de mês
É a noiva que noiva, que sonha
Sonha com a noite da primeira vez...

Cintila a estrela prateada
Na madrugada
E sibila o vento na gélida  noite
Embala a noite, adentro avançada...

Escreve o poeta o poema, e a noite
É a moça, a musa
E os versos, dispersos, não rimam: fascinam
E a noite provoca, encanta, abusa!

E viva você, tema do canto
Viva, viva!
Como o barco que vai, flutuando, leve
Na noite breve
Festiva!

Euclides Riquetti

Pobrezinho, mas bem perfumado! - memórias de Porto União da Vitória

 


 


 


Mercedes-Benz LP 321 modelo e ano 1963 - Foi sucedido pelo modelo L-1111 a partir de 1969.



          Tenho ótimas lembranças e saudades de meu amigo Pedro Padilha. Trabalhei com ele de 1972 a 1977 no Mallon, em União da Vitória. Iniciamos na Rua Clotário Portugal 974, e depois nos transferimos lá para a BR, um pouco depois do Café Primor, da família Krügger dos Passos. O Padilha era o perfeito "gente boa"! Ele o Sapo (Alcir Teixeira), eram os bambas em Caixa, Diferencial e Motor.

          O barracão da oficina, agência Mercedes-Bez, era enorme. Havia a parte que dava de frente para a rua, em que, no térreo, trabalhávamos na Seção de Peças eu, o Mauro (Iwanko) e o Altamiro (Beckert). No kardex, a Alvina (Nunes Lell).  Nosso chefe era o Silvestre Schepanski, um compridão  que viera de Canoinhas. Jogara futebol no Santa Cruz. Tinha uma Synca Chambord em que a bateria não ajudava muito. Vinha de biclicleta para o serviço. Na oficina, o Solon Carlos Dondeo, que tinha uma novíssima Variant verde-oliva, comandava a tropa. O Carlos Konart era o recepcionista, que tinha o cargo charmoso de "Consultor Técnico". O Polaco (Dionízio Horodeski), o Justino (Polzin), o Miguel (Semianko) e  o Ilmo Ritter, lidavam com caixas e diferenciais. O Sr. Luiz era ótimo chapeador. O Sr. Pedro, com o genro Airton, faziam a parte de ferraria. No escritório, a charmosa e elegante Sandra Probst,( irmã da Ediluz), filha do Mário Probst, que foi agente da estação férrea em Capinzal na década de 1950-60. No Kardex, a acadêmica Alvina Nunes Lell. 

          O Padilha vinha à janelinha da Seção de Peças: "Bom dia, Euclides! O Respeito é a chave de todas as portas!". Eu o cumprimentava, ria. O Padilha era um ótimo astral, sempre tinha uma palavra amiga, um jeito bom de motivar os colegas. Pegava no pé todos. E ainda perguntava: "Como está a bonitona lá de cima? Será que vai trazer a folha hoje (de pagamento)? Referia-se à Sandra (Probst), uma moça de uns 19 anos, do escritório.  E emendava; Ah, seu eu fosse mais novo!!!

          De certa vez, o Padilha cometeu uma gafe sem tamanho. Ficou um tempão envergonhado. Ocorre que tínhamos um freguês, proprietário de um caminhão Mercedes LP-321, um "cara chata", azul, o Luiz Carlos Daldin. O Daldin tinha cabelo raspado, cabeça bem calva. Pois naquele dia viera um gaúcho muito parecido com ele e do mesmo tamanho, usando calças US Top, e com um caminhão idêntico ao dele. Precisava trocar uma mola da suspensão. Caminhão consertando, ele sentou ali defronte à recpção, ao lado esquerdo da entrada da oficina e ficou tomando um chimarrão. Havia uns exemplares do "Jornal O Comércio" e "Traço de União" para lerem,  e algumas revistas. Pois o Padilha veio com a mão suja  de graxa lubrificante  Marfak e passou na cebeça careca do cara. Este, virou-se e olhou para o Padilha sem entender nada. O Padilha endoideceu! Passou a mãe engraxada na cabeça do cara errado.  Só faltou ajoelhar-se para pedir desulpas...  E os colegas vieram, todos, para ver o que acontecia.Uns zoavam e outros tentavam ajudar o mecânico a explica-se. Ainda bem que o gaúcho era "do bem e da paz", entendeu a brincadeira e foi lavar a careca com uma estopa embebida em gasolina...

          O Padilha era muito feliz. E nos fazia felizes. Muitas vezes chegava na janela faceiro, cantando ou assobiando e dizia: "Pobrete, mas alegrete! Café preto, mas bem doce! Pobrezinho, mas bem perfumado!" Assim era nosso colega Padilha, o simpático amigo de quem nunca mais tive notícias...

         Tenho muitas saudades de meus colegas lá da Mercedes da Rua Clotário Portugal. Depois, mudamos lá para a BR, onde novos funcionários foram contratados e a turma ficou bem maior...

         Lembro, sempre com muita alegria, dos bons momentos que vivemos ali!

Euclides Riquetti
20-06-2014

sábado, 21 de março de 2026

A chuva da manhã de outono

 




Resultado de imagem para fotos manhã chuvosa

Na manhã chuvosa de outono me chega a canção
Que me vem trazida pelo vento
Pousa, suavemente, em meu pensamento
E se aloja em meu frágil  coração.

Vem, num carrossel de anjos que vêm
Com sua melodia indescritível
Canção de sabor aprazível
Vem me deliciar também.

Na manhã chuvosa de outono vem a canção que me afaga
A canção da noite, que você repete
E que me acalenta, me confunde e me embriaga.

Na manhã chuvosa de outono meu coração silencia
Enquanto se acalma, pensa, reflete:
Quer esperar você, cheio de uma doce  nostalgia.

Euclides Riquetti

A História de Linha Vitória, em Ouro - Segunda Parte

 



       A escola isolada existente em Linha Vitória, Ouro,  ofereceu o ensino das séries  iniciais do Ensino Fundamental, o antigo curso primário, por quase um século. Foi muito importante para a formação de pessoas que  continuaram seus estudos em outros níveis em educandários da região. A partir de 1998, foi situada numa situação de núcleo de ensino, para onde foram colocados os alunos das escolas isoladas das comunidades vizinhas. Foi uma inovação proposta pelo prefeito Sérgio Durigon, com a coordenação da então Secretária Municipal de Educação, Roselange Bárbara Zênere Baretta. Na época, o sistema municipal de Ensino passou a ter núcleos rurais em Linha Bonita, Carmelinda, Linha Vitória, e Distrito de Santa Lúcia, este funcionando em anexo ao Colégio Frei Crespin. 

       Ainda ao final do milênio passado, muitos ex-alunos das antigas escolas rurais, que o município chegou a ter 29 unidades entre as da rede estadual e a municipal, procuravam a Secretaria Municipal de Educação para solicitar Certidões ou Declarações para que as pudessem apresentar ao INSS, com o fito de provar tempo de trabalho na área rural, a fim de aposentadoria. O tempo em que o interessado morou na área rural, desde os seus 14 anos, até a sua inscrição na previdência urbana, passaria a ser averbado.


O livro perdido! 

        Eu mesmo fiz busca, redigi e assinei muitas dessas certidões. Na época, tive um constatação decepcionante: Havia os livros com os registros de toda a história de cada escola, com os nomes dos professores regentes, dos alunos, com suas notas obtidas e o número de faltas às aulas. E muitas atas sobre os eventos, as comemorações em geral, e as decisões dos Clubes de Pais. Porém, de uma única escola não se encontraram quaisquer livros do passado, a Escola Isolada de Linha Vitória. Então, para interessados que a frequentaram, redigi declarações que foram assinadas, cada uma, por dois colegas de classe (multisseriadas), em que afirmavam que a frequentaram, e os anos ou séries correspondentes. 

       Fizemos buscas e jamais encontramos o dito ou ditos livros, que pode ter sido guardado por alguém,  não sei por qual motivo. 

       O Sr. Ivo Luiz Bazzo sempre me contava que Ludovico Maestri teria sido o primeiro professor ali. E depois, eu mesmo constatei em minhas vivências, o Sr Tomás Pilatti, que era conhecido como "Tomazim", e sua filha Francisca Pilatti Faccin. Também por muitos anos, ali atuou o professor Domingos Cervelin, meu amigão, de saudosa memória. Adiante, vieram outros, jovens já com a habilitação para o magistério, que depois acabaram ido para outras comunidades ou outras cidades. 

       Lamento que não tenhamos o dito ou ditos livros. Mas a história da educação ali, tenho conhecimento, já está sendo resgatada, assim como a do Clube de Regatas Flamengo, do Clube de Mães, doa times de bochas, futebol feminino, empresas, líderes da Capelas e seus construtores. Acho que, com algumas mãos, poder-se-á ter a história completa de Linha Vitória, ao mesmo até o ano 2.000.

       Neste domingo, acontece grande festa na comunidade, comemorativa ao centenário da sociedade católica local. 

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21-03-2025

     

Quando o sol redesenhou o céu

 


 





Quando o sol redesenhou o céu ao fim daquele dia
E matizou em cores quentes o horizonte ondulado
Revivi emoções ternas que há muito eu não sentia
Parecia que eu contemplava um santuário sagrado.

Veja quão bela é a nossa natureza santa e colossal
Os quadros que ela pinta através das mãos divinas
Quando  a harmonia se dispõe,  levemente natural
Quando as perdizes se acocoram pelas campinas...

Descubra meus versos por entre todo esse cenário
Retire de cada um deles a mensagem que quiser
Guarde para você os meus poemas num sacrário.

E, depois de saborear todo o meu carinho  sincero
Venha até mim para me dizer que você me quer
Traga-me todo o seu ser, seu amor puro eu espero!

Euclides Riquetti

Na primeira manhã de outono

 




Na primeira manhã de outono
Quando você acordar
Na primeira manhã de outono
E abrir a janela de seu quarto morno
Para que entre o frescor do ar...

Quando você perceber que  a manhã outonal
Não é diferente das do verão que se foi
E que haverá um tempo para amar depois
Mas que talvez seja uma manhã sem igual...

Quando você lembrar
Que no seu sonho eu estava desperto
Que eu a buscava e chegava tão perto
E você fugia sem poder me abraçar...

Quando você constatar
Que sempre há um novo dia em qualquer estação
Seja inverno, primavera ou verão
Mesmo ao ver o outono começar...

Então pense em mim...
Me queira
Pense assim
De qualquer maneira
Mas pense em mim
Nesta manhã de dia morno
Neste primeiro dia de outono.

Apenas isso
Nada mais!

Euclides Riquetti

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Uma Broadway Flutuante - Crônica de memórias - (Homenageando Camila Jatobá)

 


 



Camila Jatobá — Mãos ao alto

Camila Jatobá - puro talento e romantismo

          Em meados de janeiro tivemos nossa segunda experiência com cruzeiros. Saímos do Porto de Santos no dia 13 e retornamos ali no dia 20. Destinos: Punta Del Este, Buenos Aires e Montevidéo. Vivemos muitos momentos Broadway na viagem e nos deliciamos com isso. No MSC Magnifica fazem  grandes espetáculos musicais, há uma Broadway flutuante, um teatro, o Royal Theatre, com fina decoração em base de um verde envelhecido. A  de todos os ambientes é fantástica. Destaco o Tiger Bar e o Ametista Lounge como os mais acolhedores e sofisticados.

          Numa das esperas para o jantar ficamos no exuberante Topazio Bar, onde a cantora bahiana Camila Jatobá, vestindo um elegante longo,  branco,  interpretava:

 "Como Vai Você?
 Eu preciso saber da sua vida
 Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e eu preciso só saber
Como vai...você?"

         Era a música do Roberto Carlos que embalava nossos sonhos  dos tempos de juventude, lá do Clube 25 e no Apollo, em Porto União, bons tempos em que eu tínha longos e encaracolados cabelos e  muita energia jovem.  Vibrei com isso!

          Tirei fotos da Camila, conversei com ela, disse-lhe que tinha muito talento. E tem mesmo! É uma cantora fadada ao sucesso, sei que tem muitos fãs no Nordeste, onde é mais conhecida.  Ela mesma me deu o nome da outra cantora que a sucedeu, Marinês Fugueiredo, uma brasileira de Santos que canta um pop internacional com muita boa voz, postura, dicção e afinação. Disse-me a Camila que as demais cantoras consideram a Marinês a "professora" delas, que lhes dá muita força e até as orienta. Percebi que ela realmente é uma madrinha para as demais, tanto que, num dado momento de sua apresentação, convidou uma bela waiter, a Paola Suarez Heighes, peruana, para estar com ela no palco. As duas entoaram um maravilhoso dueto. Fiquei encantado com aquela singela improvisação!

          Nos dias seguintes conersamos algumas vezes com a Paola, ela tem formação acadêmica em seu país na área de serviços para cassinos. Muito cordial e competente em seu trabalho. Domina muito bem a língua portuguesa. Aliás, esse pessoal que trabalha nos navios tem sempre bom nível de formação escolar e falam no mínimo umas três línguas. Os mais antigos dominam diversos idiomas.

          Na terceira noite, no Royal Theatre, assistimos ao espetáculo "Sonhando Broadway", que fazia referência à ascensão de uma cantora negra ao estrelato, saída de uma daquelas igrejas em que os afroamericanos entoam aqueles belos hinos Evangélicos e muito soul-music para o estrelato. Eu observava a estrela morena que cantava  num elegante vestido longo, púrpura brilhante,  músicas de sucesso nos Estados Unidos,  e imaginava que seria  dublagem. Não acreditava que estivesse cantando, parecia mais uma dubladora fazendo movimentos magistrais com o corpo. Parecia impossível que pudesse cantar e movimentar-se com tanta elegância. Depois, entra um rapaz claro, engalanado,  e formam um espetacular dueto. Passo a perceber que os dois têm atrelados pequenos mas resolutivos microfones, e o público aplaude, freneticamente, cada apresentação de ambos.

          Adiante, o apresentador, Netinho,  anuncia que a cantora  irá interpretar uma canção homenageando sau pátria de origem e ela sai cantando um sucesso de Roberto Carlos. O público se levanta e, endoidecido, delirante, aplaude-a em pé. Merecedora consagração à intérprete, nossa talentosa brasileira que nos brindou sendo protagonista daquele espetáculo. Aquele efeito Brasil reinou em todos os nossos corações...

          Foram muitos espetáculos musicais nas sete noites da viagem. Coreografias que nos embasbacavam compunham os cenários. Tudo muito encantador. Até mesmo o piano solitário localizado no "Le Gocce", em que a elegante Gisela executava seus clássicos, parecia flutuar sobre as águas. Um cenário muito bem composto, com um piso de vidro bem transparente, mostrava-nos a água que mole e harmonicamente,  bailava sob o mesmo...  E bailavam, também, meus sonhos e meu coração!

Euclides Riquetti

JÃNEIRO - 2015

Num sábado de sol e de cor

 


 








Sábado de sol e de cor
Dia de alegria desmedida
De andar livre na vida
Nada de tristeza, nem dor.

Sábado com muita euforia
Dia das doces sensações
De dar asas às emoções
Nada de melancolia.

Sábado dos corpos sarados
Dos corações atirando setas
Dos corações sendo flechados.

Dia de comemoração
Nas almas de todos os poetas
Que escrevem com amor e paixão!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 20 de março de 2026

De girassóis, canelas e cinamomos

 


 



Eu amo as plantas de meu verde vale
Os girassóis, canelas e cinamomos
O alaranjado aroma das pitangas
O vento calmo em seu lufar.
Eu amo as águas de meus rios e de minhas sangas
Que vagam entre as pedras rumo ao mar...

Nos galhos enramados  os pássaros cantam
E borboletas misturam-se às flores coloridas
As crianças sorriem seus sorrisos brandos
E as mães as abraçam  ternamente.
E elas,  com seus rostos inocentes,  como  anjos
Entregam-se aos afagos docemente.

Aqui  há uma  natureza imensa que nos olha e chama
E nos oferece a vida plena e natural
E,  mesmo que tu chores e  reclames
Dá-te  um mundo de beleza sem igual...
Acredito que é o normal da condição humana
O bem vencer a luta contra o mal.

Euclides Riquetti

Vem beber no cálice da paixão

 



Vem beber no cálice da paixão
Vem beber do vinho que nos excita
Vem beber de minha alma e de meu coração
Vem beber-me  com tua boca bonita...

Vem, e traz com ela teu corpo sedutor
Os teus olhos amendoados
Delicados...
A tua pele macia
E tua  voz de poesia...

Traz também as tuas mãos carinhosas
As tuas pernas formosas
O teu rosto divinal
O teu corpo colossal.

Vem beber de meus sonhos
De meus lábios risonhos
Vem banhar-te em meu suor
Declamar-me versos de cor.

Vem. Te espero...
Vem beber no cálice da paixão!

Euclides Riquetti

Doce pecado de amar

 



Doce pecado
Da maçã vermelha
Da lingerie preta
Do beijo roubado

Doce pecado
Do sangue  quente
Dos labios ardentes
Do desejo malvado

Doce pecado do corpo  molhado...
Da gula que teima
Do fogo que queima
Da incontrolável  paixão.

Doce pecado
Da mente mundana
Na alma insana
Do prazer desregrado, indecente, impensado...


Doce pecado que não tem dor
Doce pecado de sexo, com ou  sem  amor
Na noite sem cor...

Doce pecado que não quer perdão
Doce pecado da doida  ilusão
Que arde no peito...

Apenas um suave e delicioso pecado
Sem apego
Sem medo
Sem punição
Assim, desse jeito
Escrachado, largado
Mas apena pecado....

Doce e eterno pecado de sonhar
Pecado de gostar
Pecado de amar!

Pecado...

Euclides Riquetti

Quero apenas que tu penses em mim

 




Quero, nesta noite, que tu penses em mim

Guardes-me teus mais ternos pensamentos

Nada de incômodos ou sonhos turbulentos

Deixa-me massagear teus ombros e assim

Apenas florescerem teus belos sentimentos.


Permite que eu te corteje doce e sutilmente

Que eu possa  chegar a tua alma e teu coração

Que te declame um poema de amor e paixão

Para que me entregues teu olhar envolvente

E eu te possa desejar com toda a minha ilusão. 


Quando acordares em manhã muito chuvosa

E a umidade boreal embaçar as tuas vidraças

Imagines que eu esteja contigo e tu me abraças

Fulmina-me com teus desejos de mulher fogosa

Eu só quero te satisfazer e que tu me satisfaças.


Euclides Riquetti

20-03-2026


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Um poema universal

 





Emolduram-se no amanhecer as flores do pessegueiro
E as brancas das laranjeiras exalam seus olores
Perfumam meu dia, tornam-no claro e  prazenteiro
Infundem, em todo o meu ser, o encantamento das cores.

Celebram o dia bonito as orquídeas matizadas
Ilustram as horas as singelas flores do campo
Cinzem os jardins as rosas vermelhas e as rosadas
O sol abençoa a terra azul com seu dourado manto.

Expande-se,  pelo universo, a força de teu pensamento
Vai navegar por entre estrelas, meteoros e cometas
Vai para me encontrar em algum lugar do firmamento.

Coaduna-se, no cosmos, toda a energia sideral
Que vai sensibilizar os seres em todos os planetas
E que me inspira a te escrever um poema universal!

Euclides Riquetti

Nada é mais claro do que a paixão que a gente sente





 




Nada é mais claro na vida da gente
Do que o desejo de seguir em frente
Refazer as coisas que não deram certo
Retomar o caminho inverso
Daquele que já se percorreu...

Nada deve impedir-nos de realizar
Os sonhos que nós desejamos
Alquilo que almejamos
Aquilo que pode nos fazer bem
Que é estar feliz também...

Nada no mundo nos deveria abalar
Nada no mundo nos deveria fazer sofrer
Nem  nos impedir de querer
Amar e ser muito amado
Viver o amor mais ousado...

Nada é mais claro
Do que a paixão que se sente
Do que o amor presente
Nada é mais claro...

Bem assim!

Euclides Riquetti

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Um tributo a Dona Aurora Moro Bressan

 


 



Um tributo a Dona Aurora Moro Bressan

       Tomei conhecimento, bem cedo, do falecimento da professora Aurora Moro Bressan, viúva de Antônio Bressan e mãe de dois amigos meus, Leonir e Almir. Pelo respeito que sempre nutri por ela, sempre a tratei  como Dona Aurora, a professora da Linha Galdina, interior de Campos Novos, mas próxima da cidade de Capinzal, e pela atividade voluntária dela como catequista e depois domo Coordenadora da Pastoral da Catequese, na Paróquia São Paulo Apóstolo, de Capinzal. Fomos parceiros em diversas atividades, uma vez que fui integrante de equipe litúrgica, palestrante em cursos de noivos, vice e depois presidente do Conselho Administrativo Paroquial, tendo o Nadilce Dambrós como vice. Adiante, este me sucedeu na Presidência do Conselho.

       Dona Aurora e Nadilce são personagens que tenho guardadas com muito carinho em minha memória, pois fomos estudantes à mesma época e guardamos a amizade para sempre. O Nadilce era meu colega de turma, em 1965 e 1966, nas primeira e segunda série do curso ginasial, do Ginásio Padre Anchieta, de Capinzal. Dona Aurora era normalista, frequentava, pela manhã, a Escola Normal Mater Dolorum, no colégio do mesmo nome. Mas, o que me conecta tão grandemente a eles?

       A vida, naqueles tempos, não era tão fácil como é hoje, não havia carros disponíveis, poucas pessoas tinham condições de comprar um jeep Willys, uma Rural ou o que quer que fosse. Então, ambos vinham de suas comunidades montados em seus cavalos. Dona Aurora vinha de Linha Galdina, interior de Campos Novos, comunidade localizada à margem esquerda do Rio do Peixe, mas fronteiriça com Capinzal. Amarrava a montaria ali abaixo di Mater Dolorum, retirados os arreiames, e o animal ficava pastando nos capins Na mesma quadra havia uma pequena casa das irmãs servas de Maria Reparadoras, onde chegou a funcionar a Escola Profissional Madre Fabiana de Fabiani. A minha colega do Ginásio Juçá Barbosa Callado, 1966 e 1968, Erondina, é irmã dela, e foi a pessoa responsável por me apresentar à Senhora Vitória Leda Brancher Formighieri, em 1976, viabilizando, no ano seguinte, minha vinda para Zortéa como professor. 

       O Nadilce vinha de Linha Dambrós e deixava o cavalo ali atrás de onde funcionava o lojão das Indústrias Reunidas Ouro, hoje imóvel da família D ´Agostini. Havia um bom espaço ali, onde ficava a sua montaria. Hoje é utilizado para estacionamento de veículos. Depois de trabalhar no setor administrativo do antigo Frigorífico Ouro, atuou na Perdigão Agroindustrial , hoje BRF, em Capinzal.

       Carinhosamente, quero homenagear a bondosa e atuante Senhora que parte e deixa uma descendência honrada. Uma história bonita, uma atuação marcante, dentro das características de humildade, dignidade e severidade. Uma pessoa do bem!

       Sempre com a Proteção de Deus!


Euclides Riquetti

26-08-2023